11ª Conferência Internacional do Documentário
Apresentação
Programa
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A Entrevista no
Documentário
Cinemateca Brasileira
7 a 9 de abril
Na virada da década de 1950 para a de 1960 surge a possibilidade
de gravar o som em sincronismo com a imagem
cinematográfica, resultado do avanço tecnológico ocorrido
em conseqüência, principalmente, do surgimento da
câmera de 16 mm e do gravador Nagra. Equipamentos
mais leves, permitiam maior agilidade no momento das
filmagens e captavam o som de maneira direta.
O som direto transforma a linguagem do documentário
ampliando suas possibilidades. A entrevista passa a ter
um papel relevante, a fala ouvida com todos os matizes
e sotaques, enriquece a narrativa e se sobressai.
Passado esse começo fundador de um novo estilo de documentário,
a entrevista manteve uma predominância
exagerada. Jean Claude Bernardet escreve no epílogo da
reedição do clássico Cineastas e Imagens do Povo que: "a
entrevista se generalizou e tornou-se o feijão com arroz
do documentário cinematográfico e televisivo". Completa
sua reflexão dizendo que "... a entrevista virou cacoete".
A 11a Conferência Internacional do Documentário quer
refletir sobre o tema e verificar se essa generalização homogeneizou
o documentário de entrevista e se os desvios,
que podem se configurar como estilo, são suficientemente
inovadores para quebrar a idéia de cacoete.
Tendo esse tema como ponto de partida, a Conferência
junta-se ao festival para prestar, em sua abertura,
uma homenagem aos 70 anos da documentarista russa
Marina Goldovskaya.
Amir Labaki
Fundador e Diretor do É Tudo Verdade
Maria Dora Mourão
Diretora da Conferência
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